Terra do Corpo

by MEDEIROS/LUCAS

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    Terra do Corpo marca o primeiro encontro da dupla Medeiros/Lucas com o escritor açoriano João Pedro Porto. É um conjunto de canções que tomam o corpo físico como o elemento primário do jogo político e social. Do corpo vem a fome, a raiva, a dor ou a compaixão e através dele que nos relacionamos com o mundo. Este disco contou com a participação de um conjunto muito especial de músicos portugueses como Selma Uamusse, Tó Trips, Rui Carvalho (Filho da Mãe), Carlos Barretto ou António Costa (Ermo).

    Lovers & Lollypops 2018
    Recorded by Eduardo Vinhas at Golden Pony studio, Lisbon 2018
    Mastered by Harris Newman at Grey Market Mastering
    Lyrics by João Pedro Porto
    Composed and produced by Pedro Lucas
    Musicians: Carlos Medeiros, Pedro Lucas, Augusto Macedo, Ian Carlo Mendoza, António Costa, Carlos Barretto, Rui Carvalho, Selma Uamusse, Tó Trips, Antoine, Gilleron, Luís Lucena
    Cover by Tiago Bom and artwork by Sérgio Couto

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    Terra do Corpo marca o primeiro encontro da dupla Medeiros/Lucas com o escritor açoriano João Pedro Porto. É um conjunto de canções que tomam o corpo físico como o elemento primário do jogo político e social. Do corpo vem a fome, a raiva, a dor ou a compaixão e através dele que nos relacionamos com o mundo. Este disco contou com a participação de um conjunto muito especial de músicos portugueses como Selma Uamusse, Tó Trips, Rui Carvalho (Filho da Mãe), Carlos Barretto ou António Costa (Ermo).

    Lovers & Lollypops 2018
    Recorded by Eduardo Vinhas at Golden Pony studio, Lisbon 2018
    Mastered by Harris Newman at Grey Market Mastering
    Lyrics by João Pedro Porto
    Composed and produced by Pedro Lucas
    Musicians: Carlos Medeiros, Pedro Lucas, Augusto Macedo, Ian Carlo Mendoza, António Costa, Carlos Barretto, Rui Carvalho, Selma Uamusse, Tó Trips, Antoine, Gilleron, Luís Lucena
    Cover by Tiago Bom and artwork by Sérgio Couto

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1.
Tudo tédio Tudo torpe Tanto trago no vazio Tanta sede Nada cura Fome de fio a pavio Vê-se algo e se cheira Mas o olho não sacia Não se deixa da seteira Não se morde do que via Fome que és sede Fundo feito farto a valar Nada enche que preencha Esta ânsia de tomar Dá-me sede Tudo tédio tudo torpe Tanta teima sem asserto Tanta sede Sem rotura Vai-se gota, atrofio O que fica não nos chega Sede que nos mate rio Não nos gastam a palavra Mas coíbem-nos o pio Fome que és sede Fundo feito farto a valar Nada toma essa pressa Toda feita de sonhar Dá-me sede Tudo tédio tudo torpe Tanta paz num arrepio Tanta calma Nada vira Nada feito rodopio Que se ouve no silêncio Nada tine nem repica Não barulha uma soada Cantilena melopeia Fome, que és sede Fundo feito farto a valar Nada apaga este risco Esboço feito de somar Dá-me sede
2.
3.
Disse O-que-sabe Que nada sabia Mentindo a verdade Que ninguém ouvia Que o coração enchido É o mesmo que o vertido Torpe tarefa de todo o sentido Disse O-que-sabe Que nada sabia Mentindo a verdade Que ninguém ouvia Que não há sombra sem um sol Nenhum dia sem noite posta Uma pergunta a cada resposta Vento vai e vento fica Tudo é ida, tudo é volta Nada fica que não se veja Que não se veja de partida Disse O-que-sabe Que nada podia Escondendo a verdade Que ninguém queria Que todo o vão sentido Tem a forma do perdido Pronto o todo o trazido Disse O-que-sabe Que nada podia Escondendo a verdade Que ninguém queria E não há corda sem um nó Gente que fique por só Fazer o que lhe é pedido Vento vai e vento fica Tudo é ida, tudo é volta Nada fica que não se veja Não se veja de partida Gente-vai e gente-vem E tudo no mesmo ponto sem Que se veja ou vá além
4.
De que te vale a transparência Se primeiro cegas, se primeiro cegas Se ao menos o transparente Pudesse ser olhado Do aqui ao seu passado Do aqui ao seu passado De que te vale ser de vidro Se primeiro quebras, se primeiro quebras De que te vale toda a seda Pano ou estofo corrediço Se te vês sempre em enriço Se te vês sempre em enriço De que te vale a humildade Se primeiro perdes, se primeiro perdes De que te vale a deferência Feito dócil demais disso Se és rasteiro submisso Se és rasteiro submisso
5.
Num corpo sem janela há um quarto vazio E nele o ar circula de fio a pavio Num corpo há um quarto vazio Num quarto sem janela há um corpo vazio e esse está à espera que lhe puxem o fio Num quarto há um corpo vazio Cuidado com o Corpo vazio Cuidado com o Corpo vazio No corpo sentinela há um fado sombrio E nele o feito faz-se de força ou brio No corpo há um lado sombrio No fado sentinela há um corpo sombrio E esse está à espera de sentir desvario No fado há um corpo sombrio Cuidado com o Corpo vazio Cuidado com o Corpo vazio
6.
Asas 03:58
Se não tinhas qu ́entrar
 Porque te fizeste de pressas 
Pensavas ser Da qualidade dos génios Não estou a dizer nada Espera!, não te vás Se não te digo o que quero É por saber o qu´isso traz Ao venal são sempre dadas, Mordomias e as asas Se não tinhas que dizer Porque te fizeste de pranto Pensavas ter A forma dos prodígios Não quero de ti nada Espera!, não te vás Se não te digo o que penso É por saber o qu´isso faz Ao venal são sempre dadas, Mordomias e as asas Se não tinhas que mostrar porque te fizeste de faces Pensavas ter O encanto das sirenas Não espero de ti nada Espera!, não te vás Se não te digo o que sinto É por saber o qu´isso traz Ao venal são sempre dadas, Mordomias e as asas
7.
Azougo 03:50
Eu fui um dia braço E mão e força de tomar Hoje sou ruído de rua Coisa certa a ignorar Nascem goivos da mudez Quietude de pouca dura De ti me vejo em grande falta Acorda! Eu fui um dia maço Arroubo e rasgo de furor Hoje sou só som e fúria Nada mais que só torpor Nascem goivos da mudez Quietude de pouca dura De ti me vejo em grande falta Acorda!
8.
Sina Saudade 04:15
Oh, que me fosse dado Ir lá ter contigo A essa terra de cal e pena Oh, que me fosse dado Ir lá ter contigo Também nunca me vi de espanto Feito dessa loucura Na terra de vil ternura Que é Sina Saudade Orça tal delírio Pesa esse fulgor Feito na cidade De Sina Saudade Ah! Que me fosse dada Passagem sem tributo A essa terra de vil Sirena Ah! Que me fosse dada Passagem sem tributo Também nunca me vi lanhado Carente de sutura Na terra, curva planura Que é Sina Saudade Pousa esse lírio Sente esse ardor Feito na cidade Que é Sina Saudade
9.
Feito que se faz feito Não é feito qu´acontece É coisa da mão d´alguém Não coisa em que se tropece Se inspira que inspire Se espanta ou se não Coisa alguma é feita Sem ares no pulmão Vazio, vapor e sopro Tudo névoa-nada Fumo que se faz fogo Não é coisa que fenece É coisa da mão d´alguém Não coisa que s´esmaece Se expira que expire Se finda ou se não Coisa alguma é feita Sem ares no pulmão Vazio, vapor e sopro Tudo névoa-nada Sono que se faz sonho Não é coisa que vanesce É coisa da mão d´alguém Não coisa que anoitece Se inspira que inspire Se marca ou se não Coisa alguma é feita Sem ares no pulmão Vazio, vapor e sopro Tudo névoa-nada
10.
Primeiro tudo é boca E dela o trago sorvido Depois o mundo cresce E nasce o sonho vivido De pés e mãos andantes O corpo quer ser vivido Depois do ventre o norte E vontade do sentido Desde o fundo do Tempo O Homem vê-se sofrido Depois o peito embate E tudo se faz cumprido No fim silêncio ouvido E nele o jogo vencido

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Terra do Corpo marca o primeiro encontro da dupla Medeiros/Lucas com o escritor açoriano João Pedro Porto. É um conjunto de canções que tomam o corpo físico como o elemento primário do jogo político e social. Do corpo vem a fome, a raiva, a dor ou a compaixão e através dele que nos relacionamos com o mundo. Este disco contou com a participação de um conjunto muito especial de músicos portugueses como Selma Uamusse, Tó Trips, Rui Carvalho (Filho da Mãe), Carlos Barretto ou António Costa (Ermo).

www.medeiroslucas.com

credits

released April 5, 2016

Lovers & Lollypops 2016
Recorded by Eduardo Vinhas at Golden Pony studio, Lisbon 2016
Mastered by Harris Newman at Grey Market Mastering

Lyrics by João Pedro Porto
Composed and produced by Pedro Lucas

Musicians: Carlos Medeiros, Pedro Lucas, Augusto Macedo, Ian Carlo Mendoza, António Costa, Carlos Barretto, Rui Carvalho, Selma Uamusse, Tó Trips, Antoine, Gilleron, Luís Lucena

Cover by Tiago Bom and artwork by Sérgio Couto

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MEDEIROS/LUCAS Azores, Portugal

Carlos Medeiros e Pedro Lucas são dois açorianos separados por 30 anos. Ao longo de 3 discos juntaram uma família de músicos e artistas de outras penas para concretizar a sua forma particular de cantar a língua portuguesa.

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